Os jovens, as ruas, política, religião e Internet

Tá no ex-blog de hoje e como fala da nossa bem falada política na Internet:

1. Pesquisas seguidas nestes últimos 10 anos (feitas com o GPP) mostram uma nova dinâmica de participação do jovem. A introdução do direito a voto aos 16 anos, criou uma expectativa, de que seria uma decisão que favoreceria os partidos ditos de esquerda e produziria uma maior mobilização social, uma presença maior nas ruas. Isso não ocorreu.

2. Quando se analisa a preferência religiosa da população do Rio -onde hoje os católicos representam uns 57% do eleitorado e os evangélicos uns 20%- vê-se que a % dos católicos é uma curva que ascende quanto maior a idade. Entre os mais jovens, os católicos têm uns 45%, que se supõe, tende a ser esta porcentagem a do total dos católicos em uns 30 anos mais. Os jovens evangélicos por seu turno, são hoje mais que 30%. Certamente o jovem que se declara evangélico, especialmente os neopentecostais que são maioria crescente, são de corte, basicamente, conservador e mobilizáveis por suas igrejas muito mais que pela política.

3. Numa outra faixa, também crescente, estão os jovens internautas. A participação deles é contundente, mas é virtual. Formam consciências e influenciam o voto, mas não ocupam as ruas. A mobilização -digamos- urbana deles, é decrescente, e inversamente proporcional à participação eletrônica.

4. São tendências que irão se acentuando no tempo, e que devem produzir nos partidos, atenção, reflexão e ação. As ruas já não têm mais a mesma temperatura política entre os jovens. E tendem, entre os jovens, a perder ainda mais temperatura e cada vez mais.

E falando em política na Internet, Democratas no Twitter.

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